As baratas não aparecem por magia: entram quando há caminho (ralo, fresta, tubo) e ficam quando encontram o que precisam para viver. Em traços grossos, procuram água, comida e abrigos escuros onde não as incomodem. Por isso andam sobretudo à noite — com menos luz e menos movimento, sentem-se mais seguras. Ver uma barata de dia pode ser acaso; várias vezes de dia, já merece atenção, porque pode querer dizer que há demasiadas no mesmo esconderijo ou que alguém mexeu onde elas estavam.

1. Água e humidade (o primeiro convite)

Sem água à mão, uma infestação custa muito mais a pegar. Por isso, tudo o que mantém a casa húmida interessa: goteiras, fugas por baixo da loiça, máquina de lavar com água acumulada no chão, cave mal arejada ou ralo com mau cheiro a esgoto. O que fazer: secar o que estiver molhado sem motivo, arejar onde for preciso e reparar o que estiver a deitar água fora do sítio. Isto sozinho já lhes tira uma grande vantagem.

2. Comida e lixo (o segundo convite)

As baratas não exigem menu fino: migalhas, gordura nos cantos da bancada, lixo aberto, louça com restos à noite, ração do animal sempre na taça ou caixas de cartão cheias de papel encostadas à parede servem-lhes de refeição. O que fazer: fechar o lixo, guardar comida em recipientes fechados, limpar a cozinha com regularidade (não precisa de ser perfeita — precisa de ser frequente) e não deixar caixas velhas a acumular pó durante meses.

3. Frestas, buracos e “cantos mortos”

Uma fresta estreita por baixo da porta exterior, um buraco onde entram cabos na parede sem massa de vedar, o vão por detrás do rodapé ou o espaço por detrás do frigorífico e do fogão são exemplos típicos: são sítios escuros, pouco mexidos, por vezes com calor. O que fazer: tapar o que for razoável tapar sem obra grande, reduzir montes de caixas e, pelo menos uma vez por ano, puxar com cuidado o frigorífico e o fogão e limpar — sem forçar cabos elétricos se não tiver a certeza absoluta de os voltar a colocar em segurança.

4. Prédios: cave, lixeiras e tubos comuns

Num apartamento, a barata pode subir de zonas comuns — cave, garagem, lixeira do condomínio, colunas húmidas ou ligações a esgotos — e entrar na sua fração por ralos ou frestas em casas de banho junto às tubagens. Por isso é frequente aparecer uma barata grande na casa de banho “do nada”. O que fazer: dentro de casa, vede ralos pouco usados e frestas à volta de canos; fora da sua porta, peça ao condomínio que verifique cave, escadas e lixeiras, porque sozinho dificilmente resolve o que é problema de todo o edifício.

5. Obras, mudanças e vizinhança

Obras ao lado, mudanças com muitas caixas de papelão, sacos de compras reutilizados sem limpar ou um problema sério no apartamento ao lado podem coincidir no tempo com o aparecimento de baratas na sua casa. Nem sempre há uma única causa à vista: muitas vezes são várias pequenas coisas ao mesmo tempo.

Resumo: quatro prioridades que compensam

  1. Secar e reparar fugas de água e sítios sempre molhados.
  2. Rotina na cozinha: lixo fechado, bancadas limpas, louça tratada e comida guardada.
  3. Vedar o que for óbvio: ralos em desuso, grandes frestas à volta de portas e passagens de tubos.
  4. Inspecionar por detrás do frigorífico e do fogão pelo menos uma vez por ano, com cuidado.

Quer priorizar o que importa na sua casa?

O assistente junta o sítio onde viu as baratas, o tamanho e a frequência e dá-lhe uma ideia por onde começar.

Começar o assistente

Se as baratas voltam sempre ou se o problema parece comum a toda a escada, fale com o condomínio e, se for caso disso, com uma empresa de controlo de pragas.